O ano de 2011 foi marcado em minha vida por vários momentos. Realizões pessoais e profissionais que motivaram a galgar novos objetivos, deixando-me instigado para encarar os desafios do ano por vir. Dentre todos os eventos, o que mais me marcou foi, talvez, o mais simples de todos. Simples, porém esplêndido: a escalada no Pico do Cabugi.
O Pico do Cabugi é um vulcão extindo tendo 590 metros de altura, localizado no município de Lajes/RN. A minha ida até ele, através de uma passeio turístico, se deu pela curiosidade de conhecer o tão famoso pico, pois entre idas e vindas à Mossoró/RN, eu sempre o via no caminho e ficava a curiosidade de vê-lo de perto. Esse evento simples me trouxe grandes aprendizados. De longe, com uma vista exuberante eu nunca havia imaginado a riqueza de detalhes que o Pico proporciona ao explorá-lo.
Quando começamos a caminhada, num chão de terra, vamos adentrando numa mata fechada e alguns cuidados são necessários, desde a um escorrego, uma torcida no tornozelo e até mesmo uma picada de cobra. Logo o solo de terra se torna em um caminho de pedras, até a base do Pico. Neste momento, o desfafio da caminhada aumenta. É preciso concentração e determinação.
Quando chegamos à base do Pico a visão foi realmente deslumbrante. Ou você se amedronta com o desafio a frente, ou toma um gole d’água, tira algumas fotos e atencioso às instruções do guia encara o maior desafio do Pico: a escalada. Deste ponto em diante é cada um por todos e todos por um. É preciso ter cuidado consigo e com os colegas que escalam ao seu lado. Os desafios agora são físicos e psicológicos.
A escalada proporciona momentos inéditos. A cada passo uma vista maravilhosa da vegetação e do céu azul. As nuvens brancas e os raios solares completaram a beleza daquele dia. O grande prêmio deste desafio é chegar ao topo. Nada melhor do que,
mesmo com as pernas cansadas, sentir o vento forte no rosto e desfrutar a sensação de superação. Muitos deixaram para trás o medo de altura, a dúvida se chegaria, a timidez da interação com a equipe, ou o terror psicológico de que não era capaz. É deixar o vento correr, sem se preocupar com o penteado ou com o calor. É muito bom estar no topo!
A coragem e determinação de pessoas como o Sr. Odair nos instigaram a avançar cada metro acima. Num evento como o Pico do Cabugi, assim como alguns em nossas vidas, a competividade é fator que não deve existir. Ele deve dar lugar à cooperação, ao corporativismo, ao desejo de todos alcançarem a meta comum. Para chegar ao topo não existe uma idade certa, mas o foco alinhado para um resultado no tempo certo.
Estamos às portas de 2012. Muitos desafios estão chegando. É preciso reinventar, criar ou realinhar nossas estatégias. 2012 não será o fim do mundo, mas mais um ano onde poderemos deixar para trás um velho ano para conquistar um ano novo. Seja corajoso, amoroso, paciente e prudente. Resgate valores que em 2011 talvez tenham sido esquecidos. Contribua no seu campo de atuação para um mundo cada vez melhor. Se
deixarmos nossos desejos egocêntricos de lado, entendendo que o bem de todos não depende de governos, mas de cada cidadão, poderemos todos juntos chegar ao topo e gozar de uma visão jamais vista antes.
Feliz Natal e um desafiante e próspero 2012!




